Vonder RIV 168: análise pela ficha técnica e pelo manual

Links de compra podem gerar comissão, sem custo extra para você.Saiba mais

Veredito

7,8/10

Pela ficha, a RIV 168 tem o melhor ciclo da faixa no eletrodo: 160 A a 40% e 100 A sem parar em 220 V, com 4,4 kg. Pesam contra a garantia de 1 ano, a queda para 120 A em 127 V e a tocha TIG à parte.

Análise baseada em especificações e manual do fabricante

Especificações

MarcaVonder
ProcessosMMA, TIG
Corrente máxima160 A
Ciclo de trabalho40% @ 160 A (220 V)
Tensão de entradaBivolt
Peso4,4 kg
MateriaisAço, Aço inox

O que a Vonder RIV 168 entrega no papel?

A RIV 168 (código 68.78.168.000) é uma inversora monofásica com seleção automática de 127 V ou 220 V. Ela faz dois processos: eletrodo revestido, que é o uso principal, e TIG Lift, em que o arco abre pelo toque do tungstênio na peça. A Vonder indica a máquina para montagem e reparo de estruturas metálicas e cita os eletrodos E6013 e E7018.

Os números que importam, pela página do produto e pelo manual:

  • Corrente: 10 A a 160 A em 220 V e 10 A a 120 A em 127 V, tanto no eletrodo quanto no TIG.
  • Eletrodo máximo: 4 mm em 220 V e 3,25 mm em 127 V.
  • Peso e tamanho: 4,4 kg, com 335 x 136 x 245 mm.
  • Proteção: IP21S, refrigeração forçada por ventilador e isolação classe H.
  • Norma: ABNT NBR IEC 60974-1.

Ela é a escolha para iniciante na lista das melhores máquinas de solda inversora, onde aparece comparada com outras cinco pela ficha do fabricante.

Quanto tempo a RIV 168 solda sem parar?

O ciclo de trabalho é o ponto forte desta máquina. O manual explica a conta numa janela de 10 minutos: 40% quer dizer 4 minutos soldando e 6 minutos parada. A 100%, ela solda sem parar naquela corrente. Estes são os valores que a Vonder publica:

Ciclo de trabalho da Vonder RIV 168 no eletrodo, segundo a Vonder
Critério220 V127 V
40% (4 min de 10)160 A120 A
60% (6 min de 10)130 A100 A
100% (sem parar)100 A75 A
Eletrodo máximo4 mm3,25 mm

Pelas fichas da ESAB citadas no guia de regulagem, o eletrodo E6013 de 2,5 mm trabalha de 60 a 100 A e o de 3,2 mm de 80 a 150 A. Em 220 V, então, a RIV 168 solda o 2,5 mm sem parar em toda a faixa, e o 3,2 mm até 130 A com 6 minutos de arco a cada 10. Entre as seis máquinas comparadas na lista de melhores, nenhuma passa dos 100 A a 100% no eletrodo em 220 V, e só a RIV 168 segura os 160 A por 40% do tempo. Para casar a corrente com o diâmetro do eletrodo e a espessura da chapa, veja o guia de como regular a máquina de solda inversora.

Quando passa do ciclo, a máquina mostra F01 no visor e para até esfriar. O manual pede para deixá-la ligada, sem soldar, para o ventilador baixar a temperatura.

O que muda na tomada de 127 V?

Muda bastante. Em 127 V a corrente máxima cai para 120 A, a corrente sem parar cai para 75 A e o eletrodo máximo passa a ser 3,25 mm. Para quem solda eletrodo de 2,5 mm em serviço de casa, ainda dá. Para eletrodo de 3,25 mm em serviço longo, a tomada de 220 V faz diferença.

A instalação vale para as duas tensões. O manual pede:

  1. Rede exclusiva com disjuntor ou fusível retardado de 32 A.
  2. Cabo de alimentação de 3 x 4 mm² até 15 m ou de 3 x 6 mm² até 30 m, somando a distância da tomada até o quadro.
  3. Extensão de no máximo 30 m.
  4. Tomada com aterramento, sem usar o neutro como terra, instalada por eletricista.

Se a máquina para no meio do cordão, o manual aponta primeiro a oscilação da rede ou a extensão fora da tabela. A página do produto e o manual divergem no consumo em 127 V (45 A e 5,7 kVA na página, 36 A e 4,6 kVA no manual); por isso, vale seguir o disjuntor e a bitola do manual e conferir a rede com o eletricista.

Quais ajustes a RIV 168 tem no painel?

O painel é digital e tem um único botão giratório, que também se aperta para trocar de função. Pelo manual, os ajustes são estes:

  • Hot Start de 0 a 10%: aumenta a corrente na abertura do arco. O manual manda usar 0% em chapa fina, para a abertura não furar a chapa.
  • Arc Force de 0 a 10%: aumenta a intensidade do arco e evita que o eletrodo grude durante o cordão.
  • Anti Sticking: baixa a corrente se o eletrodo gruda, para não danificar o eletrodo nem a máquina.
  • Ajuste pela bitola ou pela espessura: você escolhe o diâmetro do eletrodo e a espessura da chapa, e o visor mostra a corrente sugerida.
  • VRD: reduz a tensão nos terminais quando a máquina não está soldando, para diminuir o risco de choque. Liga e desliga pelo painel (VRD ON e VRD OFF).

No eletrodo, a ligação é CC+: porta-eletrodo no positivo e garra obra no negativo. O ajuste pela espessura ajuda quem está começando, mas é ponto de partida: a corrente final sai do som do arco e do formato do cordão.

Dá para soldar TIG com a RIV 168?

Dá, em DC e com abertura por toque, porque a máquina não tem ignitor de alta frequência. A Vonder diz que o TIG dela solda aço carbono, aço inox, cobre e latão, e não solda alumínio e suas ligas.

Para usar o TIG, o soldador compra à parte:

  • Tocha TIG com válvula manual e engate rápido de 9 mm (a Vonder indica a TTV 209, código 68.48.209.000).
  • Regulador de argônio.
  • Cilindro de argônio puro.

No TIG, a ligação inverte: garra obra no positivo e tocha no negativo. O manual traz uma tabela de referência para inox em DC, com vazão de gás de 8 a 14 L/min e tungstênio de 1 a 2,4 mm conforme a espessura. Para saber se o TIG Lift resolve o seu serviço ou se você precisa de outro processo, o guia dos tipos de máquina de solda inversora compara eletrodo, TIG, MIG e multiprocesso.

O que vem na caixa e qual a garantia?

Pela página da Vonder, a caixa traz a máquina, um conjunto porta-eletrodo e um conjunto garra obra, os dois com cabo de engate rápido de 9 mm. Para começar no eletrodo, falta só o eletrodo, a máscara de solda e os EPIs.

A garantia é de 1 ano: 90 dias de garantia legal mais 9 meses de garantia contratual, contados da compra. O manual exige a nota fiscal e o certificado de garantia preenchido e carimbado pela loja. Cabos, conectores, porta-eletrodo e garra obra gastos pelo uso ficam só com os 90 dias contra defeito de fabricação. Locadoras recebem só a garantia legal.

O grau de proteção IP21S quer dizer que a máquina não deve trabalhar na chuva. O manual pede ainda 50 cm de folga da parede para a ventilação e uma bancada com inclinação de no máximo 10°.

Por que a nota é 7,8?

A nota resume o que a ficha técnica e o manual prometem, sem pesos fixos por critério e sem teste de bancada. Como a análise é feita pela documentação do fabricante, ela não avalia o acabamento do cordão, a estabilidade do arco nem a durabilidade. O método está em como avaliamos.

O que puxou a nota para cima:

  • O melhor ciclo de trabalho no eletrodo entre as máquinas da mesma faixa comparadas no site.
  • 4,4 kg, bom para levar ao serviço.
  • Hot Start, Arc Force, Anti Sticking e VRD, com ajuste sugerido pela bitola e pela espessura.
  • Manual completo em português, com tabela de instalação elétrica, falhas no visor e resolução de problemas.

O que puxou a nota para baixo:

  • Garantia total de 1 ano, menor que os 3 anos que a ESAB anuncia para a Rogue LHN ES205i comprada na Loja ESAB.
  • Queda para 120 A e eletrodo de 3,25 mm em 127 V.
  • TIG só DC, sem tocha na caixa, e sem soldar alumínio.
  • Proteção IP21S, que não aceita chuva.

Como analisamos

Analisamos cada máquina pela ficha técnica, pelo manual e pela página do fabricante, sem teste de bancada.Veja como avaliamos.

Prós

  • Melhor ciclo de trabalho da lista no eletrodo: 160 A a 40% e 100 A a 100% em 220 V
  • Leve, com 4,4 kg
  • Eletrodo de até 4 mm em 220 V, com seleção do diâmetro no painel
  • Função VRD, que reduz a tensão nos terminais e protege contra choque
  • Soldagem com eletrodos AWS E6013 e E7018
  • TIG Lift, Arc Force, Hot Start, Anti Sticking e função VRD
  • Montagem de estruturas metálicas
  • Reparos e manutenção em metais

Contras

  • Em 127 V cai para 120 A e eletrodo de até 3,25 mm
  • Não acompanha tocha TIG, e o TIG DC não solda alumínio
  • O manual pede rede exclusiva com disjuntor de 32 A

Para quem é a Vonder RIV 168?

É para quem vai soldar eletrodo revestido em aço: portão, grade, reparo de estrutura, serviço de manutenção e serralheria leve. Serve bem para quem está começando, porque pesa pouco, sugere a corrente pela bitola e tem proteção contra eletrodo grudado.

Não é para quem precisa de MIG, de alumínio ou de serviço o dia todo com eletrodo de 4 mm. Também não é a melhor escolha para quem só tem 127 V e quer soldar eletrodo de 3,25 mm por muito tempo. Se o seu serviço é chapa fina de lataria ou metalon, uma MIG rende mais; o guia de qual inversora usar para aço, galvanizado, alumínio e inox mostra o processo de cada material.

Quais são as alternativas à RIV 168?

Pelas fichas dos fabricantes, estas são as opções mais próximas:

  • Vonder RIV 228: a irmã maior, no mesmo manual. Vai a 200 A a 30% e 110 A sem parar em 220 V, pesa 4,6 kg e usa engate de 13 mm. Em 127 V fica igual à RIV 168 (120 A a 40%).
  • ESAB Rogue LHN ES205i: mais robusta e com 3 anos de garantia na Loja ESAB, solda eletrodo celulósico E6010/E6011. Em troca, pesa 8 kg e segura 88 A sem parar em 220 V.
  • Boxer Flama 161 BV: a mais leve, com 4,3 kg, para eletrodo de 2,5 mm. Segura 75 A sem parar em 220 V, menos que a RIV 168.
  • Boxer Migflex 160: para quem também quer MIG/MAG, além de eletrodo e TIG Lift, na mesma máquina. Pesa 12 kg.

A comparação completa, com o que fica fora da caixa de cada uma, está na lista das melhores máquinas de solda inversora.

Perguntas frequentes?

A Vonder RIV 168 solda em 127 V?

Solda, mas com menos corrente. Pela ficha da Vonder, em 127 V a máquina vai até 120 A a 40% e 75 A sem parar, e o eletrodo máximo cai de 4 mm para 3,25 mm. Em 220 V ela chega a 160 A a 40% e 100 A sem parar.

A RIV 168 solda alumínio?

Não. O TIG da RIV 168 é DC, com abertura do arco por toque (TIG Lift), e o manual da Vonder diz que não é possível soldar alumínio e suas ligas nesse processo. Para alumínio, é preciso uma máquina TIG AC/DC ou uma MIG preparada para alumínio.

A RIV 168 vem com tocha TIG?

Não. Pela página da Vonder, a caixa traz a máquina, o porta-eletrodo e a garra obra, os dois com cabo de engate rápido de 9 mm. Para TIG, a Vonder indica a tocha TTV 209, com válvula manual e engate de 9 mm, e o soldador compra também o regulador e o cilindro de argônio puro.

Qual disjuntor usar na Vonder RIV 168?

O manual pede uma rede exclusiva com disjuntor ou fusível retardado de 32 A, cabo de 3 x 4 mm² até 15 m ou de 3 x 6 mm² até 30 m, e não recomenda extensão acima de 30 m. A instalação deve ser feita por um eletricista e a tomada precisa ter aterramento.

Qual a garantia da Vonder RIV 168?

Um ano no total: 90 dias de garantia legal mais 9 meses de garantia contratual, contados da compra, com nota fiscal e certificado preenchido. Cabos, porta-eletrodo e garra obra gastos pelo uso têm só os 90 dias, e locadoras recebem só a garantia legal.

Esta análise teve teste de bancada?

Não. Analisei a RIV 168 pelo manual de instruções e pela página do produto na Vonder, sem soldar com ela. A nota avalia o que a ficha promete; acabamento do cordão, estabilidade do arco e durabilidade ficam de fora.

Fontes?

A Vonder RIV 168 solda em 127 V?

Solda, mas com menos corrente. Pela ficha da Vonder, em 127 V a máquina vai até 120 A a 40% e 75 A sem parar, e o eletrodo máximo cai de 4 mm para 3,25 mm. Em 220 V ela chega a 160 A a 40% e 100 A sem parar.

A RIV 168 solda alumínio?

Não. O TIG da RIV 168 é DC, com abertura do arco por toque (TIG Lift), e o manual da Vonder diz que não é possível soldar alumínio e suas ligas nesse processo. Para alumínio, é preciso uma máquina TIG AC/DC ou uma MIG preparada para alumínio.

A RIV 168 vem com tocha TIG?

Não. Pela página da Vonder, a caixa traz a máquina, o porta-eletrodo e a garra obra, os dois com cabo de engate rápido de 9 mm. Para TIG, a Vonder indica a tocha TTV 209, com válvula manual e engate de 9 mm, e o soldador compra também o regulador e o cilindro de argônio puro.

Qual disjuntor usar na Vonder RIV 168?

O manual pede uma rede exclusiva com disjuntor ou fusível retardado de 32 A, cabo de 3 x 4 mm² até 15 m ou de 3 x 6 mm² até 30 m, e não recomenda extensão acima de 30 m. A instalação deve ser feita por um eletricista e a tomada precisa ter aterramento.

Qual a garantia da Vonder RIV 168?

Um ano no total: 90 dias de garantia legal mais 9 meses de garantia contratual, contados da compra, com nota fiscal e certificado preenchido. Cabos, porta-eletrodo e garra obra gastos pelo uso têm só os 90 dias, e locadoras recebem só a garantia legal.

Esta análise teve teste de bancada?

Não. Analisei a RIV 168 pelo manual de instruções e pela página do produto na Vonder, sem soldar com ela. A nota avalia o que a ficha promete; acabamento do cordão, estabilidade do arco e durabilidade ficam de fora.

Referências

  1. Vonder, Manual de Instruções do Inversor para Solda RIV 168 e RIV 228
  2. Vonder, Inversor para solda com eletrodo e TIG, 160 A, RIV 168
  3. Loja ESAB, Máquina de Solda Inversora ESAB Rogue LHN ES205i Dual Voltage
  4. Boxer Soldas, Máquina de Solda Flama 161 BV
  5. Boxer Soldas, Máquina de Solda Migflex 160